DA INFÂNCIA

Quando eu era criança, gostava de dias de chuva ao andar de carro. Olhava as gotas na janela apostando corrida e os desenhos que se formavam delas a partir do vento que as tocava. Hoje, adulta, não tenho como olhar o transcorrer das gotas: preciso que o para-brisa as interrompa para que eu possa enxergar o trânsito enquanto dirijo.

Também não posso ter múltiplas profissões: ser professora, médica, secretária e mãe de família numa tarde só, como fazia nas doces brincadeiras. Brincava de escolinha, de consultório, de empresa e boneca. Hoje preciso decidir uma profissão e seguir em frente com ela.

Ser adulto nos priva de muita coisa. Mas talvez seja só a vida querendo mostrar a que veio. O importante, creio eu, é sermos donos dela, sem perder o que, na essência, faz parte de nós.

Eu gostava de imaginar meu futuro também. Mas olha, isso a infância não me roubou. Continuo sonhando. As escolhas que faço hoje tem muito de responsabilidade – além de incertezas, de medos, de inseguranças – mas ainda levam a doçura daquela menina que fui um dia.

E acho que é isso que faz a vida ser assim: bonita. As milhões de possibilidades e as escolhas que podemos fazer todos os dias. Respire fundo e siga em frente: do que sua criança quer brincar hoje?

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